PROJETO OUSADO DE PONTE DE DOIS ANDARES EM GUARATUBA

Como funcionaria?

A ponte inclui um centro comercial e turístico, seria a única nesse modelo na América Latina, a ideia é construir uma ponte que liga Guaratuba à Caiobá, em Matinhos, no Litoral do Paraná. A arquiteta Mirna Cortopassi Lobo, professora da Universidade Federal do Paraná propõem uma ponte de dois andares, apenas para veículos leves, com espaço para trânsito de pessoas e bicicletas. O pavimento inferior seria uma área destinada para comércios como lojas, restaurantes, espaços de lazer, mirantes e outras estruturas voltadas aos turistas.

Segundo a arquiteta a ideia surgiu quando a mesma elaborava o plano-diretor para a cidade de Guaratuba, encomendado pela prefeitura, identificando que um dos principais entraves do município é o acesso. Porém, essa não é uma questão que possa ser resolvida pela administração municipal. Mirna resolveu, então, apresentar uma proposta para o governo estadual. Pois, com sua experiência e admiração de obras arquitetônicas de referência e muitos locais do mundo, ela imaginou que uma ponte de dois pavimentos seria a melhor solução.

Custo X Benefício

Se o projeto fosse custeado apenas pelo poder público, seria um grande gasto de dinheiro e poucas pessoas poderiam aproveitar. Para ser totalmente custeado por uma iniciativa privada, o pedágio ficaria muito caro devido o número de pagantes. Tendo isso em mente o modelo pretendido pelo governo estadual foi uma parceria público-privado (PPP), onde parte da obra é bancada pelos cofres públicos e o restante vem de uma empresa que cobra um pedágio um pouco mais baixo.

Apesar da proposta de Mirna deixar o projeto mais caro, o mesmo traria outras fontes de renda além de tarifas cobradas pelo pedágio. Ela imaginou a locação ou venda dos 12 mil metros quadrados de espaços comerciais, espaço para estacionamento de mais de 500 veículos em cada lado da ponte e calculou milhões de reais que seria arrecado se cada um pagasse R$ 5,00 por hora.

Além de que haveria espaço para uma marina. “É muito comum que barcos atraquem naquela região para ver o nascer e o pôr do sol”, disse a arquiteta. O uso dos elevadores panorâmicos também seria cobrado. Mirna ainda acredita que circuitos de pesca amadora e uma visitação arqueológica dos 107 sambaquis da região seriam atrativos extras.

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